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Do que se trata

A Nueva Trova é o movimento da canção cubana que apareceu publicamente em fevereiro de 1967 e passou a definir o som e o argumento de várias gerações: Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Noel Nicola, Vicente e Santiago Feliú, e as três ondas de compositores que os seguiram. É estudado em departamentos de estudos latino-americanos, em etnomusicologia e em história cultural.

Entre 2001 e 2019, Antonio López Sánchez publicou três livros a respeito. Ele não é músico. É jornalista, licenciado em comunicação social pela Universidade de Havana, e passou duas décadas entrevistando quem fez essa música, escrevendo sobre seus discos na imprensa cultural cubana e, de vez em quando, lendo seus próprios poemas no palco entre os violões deles.

Os três livros não se repetem. Cada um faz uma pergunta que o anterior deixou em aberto.

Os livros

2001

La canción de la Nueva Trova (A canção da Nueva Trova)

Atril Ediciones Musicales · Ensaios e entrevistas

O primeiro livro do autor, e uma história do movimento contada com as vozes de seus próprios protagonistas, desde sua aparição pública em fevereiro de 1967 em diante. Lê as três ondas sucessivas de compositores, o que as separa e o que compartilham, e sustenta que o violão continuou sendo o centro de gravidade mesmo quando chegaram outros instrumentos. Escrito bem perto da fonte, com entrevistas dadas pelos próprios fundadores.

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2008

Trovadoras (As mulheres da trova)

Editorial Oriente · Entrevistas

Compositoras em atividade falam do lugar que elas, e as mulheres antes delas, ocuparam na canção cubana. Ao lado delas o livro traz dois especialistas: Isabel Moya sobre gênero e o musicógrafo Lino Betancourt. Para um catálogo de estudos de gênero ou de música latino-americana é uma fonte primária em forma de entrevista, e existe muito pouca coisa parecida em qualquer língua.

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2019

Convertida en canción (Convertida em canção: a imagem da mulher nos textos da Nueva Trova)

Editorial Capiro · Ensaio

A que mulher cantam nossos trovadores? As mulheres desses retratos cantados mudaram, cresceram? O livro lê as letras como um debate contínuo com a sociedade cubana e acompanha o que elas dizem sobre a entrada das mulheres na vida pública, sobre a sexualidade dentro e fora do casal, sobre o trabalho sexual, sobre as separações e a infidelidade, e sobre o amor homossexual. É o mais diretamente citável dos três para uma editora universitária, e o que viaja mais longe de Cuba.

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Perto da canção

A pesquisa não foi feita à distância. O autor também foi convidado para os próprios espaços do movimento, e o site guarda as gravações que restam.

  • La impúdica es la guitarra, um show do ciclo A Guitarra Limpia no Centro Cultural Pablo de la Torriente Brau, Havana, 2000, onde ele leu seus poemas entre as canções.
  • Dois programas de rádio com Fernando Rodríguez Sosa na Habana Radio, 2018. A emissora está hoje inteiramente fora do ar, e eles sobrevivem neste arquivo e no Internet Archive.
  • O programa de televisão Entre libros, 2019.
  • Trabalhos na imprensa musical cubana: AM PM Magazine, La Jiribilla, El Caimán Barbudo, La Gaceta de Cuba, e as páginas culturais das revistas Mujeres e Muchacha de 2001 a 2010.
Ouvir as gravações

Para editoras

Os direitos mundiais fora de Cuba estão disponíveis para os três títulos, separadamente ou em conjunto. Os três juntos formam um relato de vinte anos de um mesmo movimento, escrito por dentro, o que é uma proposta mais forte do que cada um deles isolado.

São os livros mais curtos de trazer para o português neste catálogo: ensaios e entrevistas em vez de romances, e um assunto com público universitário definido. Manuscritos completos e sinopses a pedido.

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